sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nova geração

Hoje no início da tarde, andando pela UFSC, acabei por encontrar minha ex-namorada. Fazia tempo que não a via, e não pude deixar de notar que o tempo havia feito muito bem a ela: estava ainda mais bonita do que costumava ser. Mas ao olhar para o lado vejo sua mão grudade na de outro homem. "Esse é meu namorado..." Tenho que admitir que é uma situação bastante constrangedora, ainda mais quando você tem a sensação de "sou mais eu". E o mais engraçado é ter certeza que ela pensou a mesma coisa.

O que será que ela viu naquele cara? Uma incrível cara de moleque (será que já tinha 17?), nem barba tinha ainda. Não que eu tenha muita, mais isso também não vem ao caso. "Daí irmão, irada a camiseta, heim?". Fica a dúvida: Ele chamou de camiseta só para provocar, ou não saberia a diferença entre uma camiseta e uma camisa? Não demorou para ela pérguntar o que eu estava fazendo da vida. Comentei que estava estudando muito, trabalhando um pouco e lendo bastante. Para ser específico, citei um livro do Nelson Rodrigues, A vida como ela é. E então o garoto solta a pérola: "Nelson Rodrigues não é quele narrador de futebol? Nem sabia que ele era escritor também!"

Decididamente essa geração não me passa tão cedo. Aindo sou mais eu!

Dedicado ao João.
"Para quem entende"

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Maldita tecnologia

Começa mais um dia. Primeiro pensamento na cabeça? Jornal mural para entregar amanhã! Pego o livro, leio até o final, sento na frante do computador, começo a escrever. São muitos textos para produzir. Hora de ir para o trabalho. Ônibus lotado, calor. Muito calor. Chego no trabalho, corro atrás de pautas, começo a suar. O chefe enchendo o saco. Sento denovo no computador, volto a escrever, termino o primeiro texto. Agora só faltam seis...

Hora de ir para casa, ônibus lotado, mais calor. A camiseta está molhada. Em casa mais computador, escrever até terminar todos os textos. Agora diagramar. Como vai ser o projeto gráfico? E o logotipo? Mais computador, o projeto começa a tomar forma. Quase terminado, hora de dormir. São 5:45 da manhã. Em 1 hora tinha que acordar e ir para a aula. Toca o despertador, mais ônibus lotado, mais calor, mais camiseta suada. Na aula, mais computador. Sono. Já era a segunda noite sem dormir por causa do maldito jornal mural.

Terminado o jornal, caminho até a gráfica. Sol na cabeça, correria. A entrega do jornal é em 25 minutos. Mais calor, muito calor. Chegando na gráfica, fila. Três pessoas para serem atendidas antes. Ar condicionado estragado, camisa encharcada. Chega a minha vez. Trabalho impresso, mais sol na cabeça para voltar para a UFSC. Uma amiga querendo conversar, não dá tempo. Passos rápidos até o prédio do jornalismo "O professor já chegou?" Cara de surpresa.
"Não te avisaram? ele mandou um e-mail ontem avisando que nãoia poder vir. O trabalho ficou para semana que vem."

Nunca mais passo um dia sequer sem ver meus e-mails.